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Richard Hamilton

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Hamilton nasceu em 24 de fevereiro de 1922 em Londres, começou a estudar arte aos 12 anos, mas logo aos 14 largou os estudos formais. Passou a trabalhar como aprendiz em uma empresa de engenharia. No ano seguinte seguiu para um estúdio de design, o que o levou a estudar na Royal Academy Schools.
Considerado o pai biológico da pop art, Hamiltou faleceu no último dia 13 aos 89 anos e deixou como herença sua grandiosa obra, a qual perpassou por inúmeros estilos. Ele foi da pintura à escultura, passando pela gravura, pela tipografia e também pela colagem. Nunca foi uma celebridade como outros nomes da pop art, mas os influenciou fortemente e causou impacto na arte moderna. Geralmente associado à reflexão sobre temas, e às vezes também muito político em suas obras, era sempre insubmisso socialmente, insubordinado, considerado socialmente subversivo. Sua principal obra marcada por tal subversão social foi a colagem intitulada "O que exatamente torna os lares de hoje tão diferentes e tão atraentes?". Feita quase que só de recortes de revistas, a obra polemizava e buscava levar à uma reflexão sobre a sociedade de consumo, mais especificamente a americana. Esta obra veio a ser considerada o primeiro trabalho puramente da pop art. As técnicas depois se tornaram comuns, mas eram novidade quando utilizadas por Hamilton nesta obra.
Muitas vezes era satírico, como nas obras em que retratou, sem medo de provocar, Tony Blair como um quase assustador caubói pistoleiro de calças jeans ou na obra "Swinging London", de 1967, baseada em uma batida policial em busca de drogas, na qual Mick Jagger e um comerciante de arte foram presos. Criou até a arte do "White Album" dos Beatles.
O próprio termo “pop art” é atribuído a Hamilton, quando este escreveu num texto de 1957 que a ‘pop art’ seria popular, passageira, efêmera, desprezível, facilmente esquecível, barata, produzida em massa, jovem, sexy, glamurosa e um grande negócio. Assim designava o movimento que, ao contrário do que ele pensava, durou. E que acabou por ser mais reconhecido através de nomes como Andy Warhol e Roy Lichtenstein.
“Nós temos os nossos ícones nacionais e as nossas celebridades pop. Mas nem Francis Bacon nem Lucian Freud ou Damien Hirst moldaram tanto a arte moderna da forma que Hamilton fez quando pôs um chupa-chupa com a palavra Pop na mão de um homem musculado”, escreveu o crítico de arte do jornal “ The Guardian”, Jonathan Jones, no obituário do artista plástico.
A causa de seu falecimento não foi divulgada. E o que realmente importa é que ele fez história artisticamente e deixou uma herança artística cheia de personalidade, vitalidade e diversidade.
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