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Daniel Senise

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Daniel Senise ingressou, em 1980, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, onde é aluno de John Nicholson (1951) e Luiz Aquila (1943). Passou a lecionar nessa escola, entre 1986 e 1991. Na década de 1980, frequentou o ateliê de pintura livre de Luiz Aquila e integrou, com Angelo Venosa (1954), Luiz Pizarro (1958) e João Magalhães (1945), o Ateliê da Lapa. Participou em 1984 da mostra Como Vai Você, Geração 80?, exposição que reúne artistas de várias tendências artísticas do momento, com objetivo de revalorizar a pintura, pesquisando novas técnicas e materiais. Participou, desde então, de importantes exposições nacionais e internacionais. O artista mantém ateliê no Rio de Janeiro e em Nova York.

"A obra de Senise foi muitas vezes considerada como exemplar do 'retorno à pintura' ocorrido nas artes visuais durante a década de 1980. Como tal, ele é visto como um equivalente de Anselm Kiefer, Guillermo Kuitca ou Rainer Fetting, três artistas que lideraram o renascimento do interesse pela pintura como meio expressivo, numa reação contra o conceitualismo da década de 1970. Uma leitura assim da produção de Senise, contudo, não vai além de uma mera similaridade de certas características típicas da nova geração de artistas pictóricos: quadros de grandes dimensões, certo romantismo, um conjunto sugestivo de imagens etc. Logo se torna aparente que a obra de Senise encontra-se de fato muito distante da pintura tradicional, pelo menos na superfície. Para começar pela contradição mais óbvia, muitos dos trabalhos recentes do artista nem sequer são 'pintados', mas antes construídos a partir de camadas de materiais tão diversos como ferrugem, voile, resina, cola ou poeira. Na verdade, muitas de suas obras recentes não usam nenhuma tinta. Além disso, há nesses quadros uma ausência de gestos, exatamente a característica que se supõe esteja sendo redescoberta pelos novos pintores. Por fim, embora não existiam dúvidas quanto a presença de um impulso e uma atmosfera românticos nos trabalhos de Senise, isso ocorre sem nenhuma referência a sistemas culturais específicos, tais como a psicanálise ou a mitologia nacional, que dão sentido à obra de tantos de seus contemporâneos. A despeito de tudo isso, as obras de Senise revelam uma enorme preocupação com a pintura. Um de seus traços mais interessantes é o modo pelo qual se empenham em complexos discursos sobre a natureza do conjunto de imagens e o modo de representação originário do mundo da pintura e a ele pertencente. Desse modo, seria possível argumentar que a pintura é o tema das obras de Senise, ainda que nem sempre seja sua técnica. Elas são na verdade construções sobre a pintura".
Gabriel Pérez-Barreiro
SENISE, Daniel. Daniel Senise: ela que não está. São Paulo: Cosac & Naify, 1998. p. 27.

Fonte: Itaú Cultural

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