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Luiz Aquila da Rocha Miranda

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Luiz Aquila da Rocha Miranda (Rio de Janeiro RJ 1943). Pintor, desenhista, gravador, professor. Em 1959 e 1960, tem aulas de pintura com Aluísio Carvão e de xilogravura com Oswaldo Goeldi. Muda-se para Brasília em 1962, e freqüenta cursos no Instituto de Arte e Arquitetura da Universidade de Brasília - UnB como aluno livre. Em 1965, recebe bolsa do governo francês e reside na Cité International des Arts [Cidade Internacional das Artes], em Paris. Nesse ano, viaja para Lisboa, e trabalha na Sociedade de Gravadores Portugueses. Permanece na Europa até 1968, quando volta ao Brasil e torna-se professor de desenho e plástica da UnB, função que exerce até 1972. Em seguida, vai a Londres e estuda gravura na Slade School of Fine Arts. Em 1978, coordena o Centro de Criatividade de Brasília, um projeto da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - Unesco, e expõe na 27ª Bienal de Veneza. De 1979 a 1986, leciona pintura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, período em que exerce importante papel na formação dos jovens artistas da Geração 80. Em 1988, torna-se diretor dessa instituição, cargo que ocupa até 1990. Participa da 17ª, 18ª e 20ª Bienal Internacional de São Paulo em 1983, 1985 e 1989. Em 1988, transfere-se para Petrópolis, Rio de Janeiro. Em 1992, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ e, em 1993, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp realizam mostras retrospectivas de seu trabalho.
Comentário crítico
Luiz Aquila começa a definir sua pintura nos anos 1970, ao realizar obras sobre papel, ligadas à abstração informal, nas quais a gestualidade é associada à geometria. Como nota o crítico Casimiro Xavier de Mendonça, as telas da década de 1980 são muito elaboradas, com espaços bem definidos, e o artista tem um ponto de partida intimista. Nesses trabalhos, concilia formas orgânicas e inorgânicas, e cria obras que evocam quase uma aerofotogrametria da paisagem.
Em suas telas de grandes dimensões se destacam as superposições de massas de cor e as transparências, em superfícies vibrantes, cujo efeito é obtido pelo ritmo das pinceladas. Na produção do fim dos anos 1980, o artista revela preocupação com a horizontalidade e cria efeitos visuais que parecem prolongar-se de tela para tela, como temas contínuos, retrabalhados em nuances diversas.
A obra de Luiz Aquila obtém grande destaque ao longo da década de 1980, quando realiza várias exposições. Por sua produção artística e também pela atuação como diretor e professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio de Janeiro, é considerado um dos grandes incentivadores e uma referência para um grupo de artistas conhecido como Geração 80, ligados à revalorização da pintura, em oposição à vertente da arte conceitual, que tem maior presença no Brasil nos anos 1970.
Fonte: Itau Cultural


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