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Marina Saleme

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Marina Saleme (São Paulo, SP, 1958). Pintora, desenhista, fotógrafa, professora. Freqüenta curso de desenho em Montreaux, Suíça, em 1976, e, no ano seguinte, em São Paulo, curso livre de pintura na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), onde, em 1982, conclui licenciatura em artes plásticas. Em 1981, faz curso de desenho e pintura com Carlos Fajardo (1941) e, em 1985, freqüenta o curso de desenho de Cássio Michalany (1949), no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP). Em 1989, estuda história da arte com Rodrigo Naves e, em 1990, estética, com Alberto Tassinari. Desde 1997, ilustra a coluna Tendências e Debates do jornal Folha de S. Paulo. Em 1999, integra o programa Temporada de Projetos, no Paço das Artes, São Paulo. A partir de 2002, ministra o curso Pintura e seus Processos Criativos, no Instituto Tomie Ohtake (ITO). Em 2004, é artista residente no projeto Surface Sensible, no Centre d'Art Contemporaine de Baie-Saint-Paul, em Quebec, Canadá. Em 2005, cria o cenário do espetáculo Milágrimas, de Ivaldo Bertazzo (1949), e, no ano seguinte, apresenta a exposição individual Contadores, na Pinacoteca do Estado de São Paulo (Pesp).

Comentário Crítico

Marina Saleme começa a dedicar-se ao desenho e, sobretudo, à pintura em meados da década de 1980. Em suas telas - geralmente de grandes formatos, algumas vezes montadas como dípticos, realizadas com tinta a óleo -, utiliza a intensidade da cor pela sobreposição de tintas (que ganham materialidade), criando um jogo de ocultamento e revelação da forma que se constitui em meio às várias camadas de tinta.

Em sua trajetória, explora temas que fazem referência a elementos da paisagem, como nuvens e fenômenos da natureza, além de propriedades da pintura, como a ideia de conter e vazar. Escorrimentos, vultos, poças e tramas, característicos de sua obra, aparecem também em outros suportes (o jornal, a parede ou a fotografia) como desdobramentos de sua pintura. Em 1995, por exemplo, a figura "poça" começa a surgir como "nódulo oleoso", nas palavras da artista, e ganha autonomia em 1997 com a série Poças, 1997/1999, composta de pequenas poças pintadas em telas de 15 x 20 centímetros. Essa série se desdobra no trabalho Covas Rasas, 1999, no qual as poças aparecem em forma de buraco, que cava em compensados de jornal, e, em 2003, na série Portantes, em que lida com os conceitos de conter e vazar por meio de pequenas "poças" de gesso, que portam tinta, fotografadas boiando no mar e no rio ou apresentadas na parede como parte de uma massa de gesso aplicada sobre a sua superfície.

Fonte: Itaú Cultural

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