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Vicente do Rego Monteiro

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Nascido em Recife, transferiu-se com a família para o Rio de Janeiro aos nove anos de idade, e depois de dois anos acompanhou sua irmã, a artista Fédora do Rego Monteiro, em viagem para a França, onde estudou em várias academias, entre elas a Julien, cursando pintura, desenho e escultura. Sua vida seria dividida entre a França e o Brasil, chegando a declarar certa vez: "Para mim só existem duas cidades: Recife e Paris".

Em 1913, participou do Salon des Independents, voltando ao Brasil no ano seguinte, onde permaneceu até 1921. Participou da Semana de Arte Moderna de 22 com dez telas que haviam ficado em poder de Ronald de Carvalho.

Juntar os traços da pintura marajoara aos experimentalismos da vanguarda européia foi o grande achado do artista, que assim o fez pelos idos de 1919, bem antes dos modernistas. Pela introdução da cultura indígena em sua obra, considerava-se o precursor da "Antropofagia", recusando assim o convite de Oswald de Andrade para participar do movimento apenas como um adepto. Acabou desprezado pelos intelectuais da época, especialmente por suas posições ideológicas pró-facistas. Sem ambiente no Brasil, conseguiu a proeza de fazer seu nome na França.

Além de pintor, Vicente foi também, entre outras atividades, cenógrafo, editor (imprimiu obras de poetas franceses num prelo manual entre 1947 e 1956) e poeta, recebendo importantes prêmios de literatura na França, como o Le Mandat des Poètes, em 1955 e, em 1960, o Guillaume Appollinaire, o qual dividiu com Marcel Bealu.

Dono de um estilo singular, seus trabalhos são marcados pela simetria das composições, rigorosamente executadas, como em "Mulher Sentada". E mesmo em trabalhos assimétricos como "Goleiro", pertencente a uma série surgida a partir do gol nº 1000 de Pelé, o equilíbrio da composição é uma preocupação constante na obra do artista, além dos tons terrosos: "Prefiro as cores construtivas, cores terra. Sou terráqueo, essencialmente terrestre"

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Fonte: Netsaber

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