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Antigo Teatro Paramount

Teatro Paramount

O antigo Cine-Teatro Paramount, na Brigadeiro Luís Antônio, faz parte da história cultural de São Paulo. Inaugurado em 1929, foi o primeiro cinema sonoro da América Latina. Seu palco recebeu estrelas internacionais de primeira grandeza, como Nat King Cole, Louis Armstrong e Maurice Chevalier. Nos anos 60, abrigou os festivais de música brasileira da TV Record. Entre os maus momentos, o pior aconteceu em 1969, quando um incêndio destruiu grande parte de suas instalações. Dez anos depois, foi reaberto e teve sua platéia de quase 2.000 lugares dividida em cinco pequenas salas de cinema e teatro. Chegou a ser interditado temporariamente pelo Departamento de Controle e Uso de Imóveis (Contru) em 1990 e fechou em 1996. . Inteiramente recuperado graças a uma parceria entre a CIE Brasil, subsidiária do grupo mexicano Corporación Interamericana de Entretenimiento, e o Grupo Abril, que publica VEJA, foi rebatizado de Teatro Abril.

Dez meses de obras, a um custo de 10 milhões de reais, transformaram o novo Teatro Abril em um espaço sob medida para a apresentação de musicais. A fachada e o saguão, tombados pelo Patrimônio Histórico, foram preservados. Todo o resto teve de ser demolido para receber as novas instalações. "Não há outro espaço na América Latina construído especialmente para esse fim", afirma Fernando Altério, presidente da CIE Brasil, proprietária do teatro. "Todas as casas existentes são adaptadas e têm as limitações que essas adaptações acarretam." A inauguração foi com Les Misérables, um dos mais premiados espetáculos do gênero . Os musicais foram sempre versões em português de clássicos da Broadway, como A Bela e a Fera, com estréia prevista para o ano que vem. São grandiosos os números do Teatro Abril. Sua área total é de 5.500 metros quadrados. A platéia tem capacidade para 1.560 espectadores e a visibilidade é total, seja qual for o lugar escolhido. Sobre o palco, com 225 metros quadrados e 10 metros de altura, há um espaço com mais 15 metros para armazenar as telas dos cenários sem a necessidade de enrolá-las. O fosso, com 86 metros quadrados, acolhe até oitenta músicos. Com essas dimensões, o teatro pode receber todas as inovações tecnológicas trazidas pelas companhias internacionais. Em Les Misérables, por exemplo, algumas partes do cenário se movem mecanicamente.

O prédio está novo em folha. Fachada e saguão foram totalmente restaurados. Nas paredes externas, o cinza deu lugar a um amarelo próximo ao original, de setenta anos atrás. O piso do foyer, de pedra de mármore branco e preto, precisou ser parcialmente refeito. A instalação de um sistema de roldanas agora facilita a manutenção dos lustres de cristal, que passaram por uma recuperação completa. Um dos maiores desafios dos arquitetos responsáveis pela reforma consistiu em unir o charme dos anos 20 à tecnologia do século XXI. A necessidade de instalação de um sistema de ar-condicionado e entrada adequada para deficientes físicos eram preocupações que não existiam no início do século passado. "Nosso trabalho foi interferir o mínimo possível", diz Newton Simões, diretor-presidente da Racional Engenharia, responsável pela obra. Para não descaracterizar o saguão, a bilheteria foi instalada em um prédio anexo, que também terá uma loja para a venda de camisetas e outros suvenires, além de uma cafeteria, aberta diariamente a partir das 9 horas.

A parceria com o Grupo Abril segue a tendência mundial de emprestar nomes de grandes marcas a locais destinados a espetáculos. Além de ajudar na revitalização da região central, o Teatro Abril devolverá ao paulistano um espaço ligado à memória da capital. Afinal, foi lá que Edu Lobo e Capinam venceram o Festival da Record de 1967, com Ponteio. No mesmo ano, Sérgio Ricardo, vaiado enquanto tentava apresentar Beto Bom de Bola, quebrou o violão no palco e, aos gritos, atirou-o na platéia. "Foi uma das cenas mais marcantes da MPB", lembra o crítico e historiador musical Zuza Homem de Mello. Nesse mesmo palco, em 1968, Tom Zé levaria o primeiro lugar no festival com São São Paulo, Meu Amor. Parte dessa história foi destruída pelo fogo há mais de trinta anos. Mas agora ressurge, assim como o brilho dos tempos em que o Paramount servia de modelo para o resto do país.

Fonte: www.odontosites.com.br

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