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Duque de Caxias

Duque de Caxias

De uma estirpe de militares com onze generais em três gerações nasceu Luiz Alves de Lima em 25 de agosto de 1803 na Fazenda São Paulo localizada na Vila da Estrela na Capitania do Rio de Janeiro, no município da baixada fluminense que hoje em dia, em sua homenagem tem comodenominação Duque de Caxias, de extensa baixada cálida e fértil, territorialmente e socialmente uma extensão da área da capital.

Filho varão mais velho de Francisco de Lima e Silva, Oficial de Infantaria e de Mariana Cândida de Lima, e seu avô paterno e seu primeiro Comandante, quando se fez Cadete o Brigadeiro José Joaquim de Lima e Silva, Fidalgo da Casa Real Portuguesa e Comendador da Ordem de Avis, e seu avô materno era o Coronel Luiz Alves de Freitas Belo. A sua família estava profundamente ligada à terra e ao cultivo do café, que então, iniciava seu ciclo na região, e seu pai após a independência se tornou um grande devoto do Império do Brasil e muito ligado à corte pôr laços profundos e sinceros e pôr conta disto se deu o seu ingresso precoce na carreira das armas aos cinco anos de idade quando assentou praça como Cadete no Regimento de Infantaria. E o menino Cadete Luiz Alves de Lima iria confirmar pela vida afora sua identificação com a carreira, pela soma de todas as virtudes militares e pela glória de jamais haver sido batido, apesar das adversidade e circunstancias das lutas que comandou. Em 1817 concluiu o curso preparatório no Seminário de São Joaquim e prestou seu compromisso à bandeira no quartel de seu regimento e no ano seguinte matriculou na Academia Real Militar e pelo decreto de 12 de Outubro de 1818 como aluno foi promovido a Alferes para o primeiro Batalhão de Fuzileiros e a Tenente no mesmo batalhão em 2 de Janeiro de 1821 e em Dezembro de 1821 deixou a Academia Real Militar e pouco depois foi proclamada a Independência do Brasil pôr Dom Pedro I e devido as graves circunstancias naturais da transformação políticas e das necessidades do estado que surgia o jovem oficial Luiz Alves de Lima se encontrava preparado para as duras missões que teria a desempenhar. Em Outubro de 1822 serviu como Ajudante do Segundo Batalhão de Caçadores e em Janeiro do ano seguinte, Dom Pedro I empolgado com a Independência do Brasil, quis fundar uma unidade militar de elite, pôr uma rigorosa seleção de oficiais graduados e soldados, embora estivesse munido de informações pessoais, o Imperador Dom Pedro I quis avaliar os méritos daqueles que chamaria para o Batalhão do Imperador, o Campo de São Cristóvão foi o cenário do recrutamento, onde todas as unidades da guarnição da capital do império recém fundado ali se perfilaram e Dom Pedro I percorreu em busca daqueles que, de modo privilegiado não escapo aos olhos inquisidores do imperador. Desde Fevereiro de 1822, a guerra da independência explodira em vários pontos do país e na Bahia pela expressão das forças adversarias e pelo prestigio dos chefes, a situação era difícil, devido as reações do Brigadeiro português Inácio Luiz Madeira de Melo aos movimentos nacionais pela independência que aprovavam a decisão de Dom Pedro I de ficar no Brasil desatendendo às Cortes de Lisboa. E nesta época o Comandante Madeira havia deposto o Brigadeiro Manuel Pedro de Freitas Guimarães e o substituíra, tornando-se senhor da junta governativa e de varias povoações da região do recôncavo baiano. Tendo à frente Câmara da Vila da Cachoeira, organizaram a 25 de Junho uma junta interina conciliatória e de defesa, que se pós ao lado do governo da Província do Rio de Janeiro e se declarou contra a junta governativa que se encontrava em mãos portuguesas pôr meio de golpe, e que em represália bombardearam pôr intermédio de uma unidade naval a Vila de Cachoeira e devido ao ataque inesperado, acabou inflamando os ânimos baiano, que revidaram a agressão, assaltando a escuma agressora e tomando pôr abordagem e em Julho partiu com destino a Bahia da Província do Rio de Janeiro uma força naval sob o comando do Chefe de Divisão Rodrigo Antônio de Lamare que levava ao seu lado o Brigadeiro francês Pedro Labatut que desembarcaram em Maceió para se juntarem aos reforços vindos de Pernambuco, e devido a declaração de Independência do Brasil pelo Imperador Dom Pedro I cresceu o ardor nacionalista e a tropa unida aos patriotas resolveram impor um cerco à Cidade de Salvador onde o Comandante Madeira havia recebido grande reforços de Portugal e empreendido alguns ataques aos brasileiros para furar o bloqueio a ele praticado. Com o decorrer das batalhas, em 24 de Março de 1833 chegava a Bahia um significativo reforço para as tropas ali estacionadas, era o Batalhão do Imperador comandado pelo Coronel José Joaquim de Lima e Silva futuro Visconde de Magé que contava entre os seus oficiais, com Luiz Alves de Lima que iria iniciar a sua fulgurante carreira, nos combates que se seguiram. E nos combates dos dias 28 de Março, e 3 de Maio e 3 de Junho projetou-se como grande soldado que começava a ser, ao desalojar o inimigo solidamente entrincheirado de baioneta na mão expulsando de seus redutos para detrás de suas próprias linhas de combate, e no dia 2 de Julho o Comandante Madeira abandonou a Bahia e navegou para Portugal desistindo de se opor à Independência do Brasil, assim estava vencida a Guerra da Independência em campos da Bahia e no dia 16 de Novembro o Tenente Ajudante Luiz Alves de Lima voltou ao Rio de Janeiro onde em 22 de Janeiro de 1824 foi promovido ao posto de Capitão pelo alto merecimento que ostentou na sua primeira experiência no fogo dos combates, e em Fevereiro do mesmo ano foi nomeado como Cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro.

Em 19 de Abril o Chefe Oriental João Antônio Lavalleja desembarcou no porto das Vacas com o intuito de sublevá-lo, e em socorro a situação, foi mobilizado no Rio Grande do Sul uma força militar para bloquear a capital argentina, e em 20 de Agosto um congresso de rebeldes orientais reunidos na Vila de Florida, decidiram declarar como nulos os atos pelos quais as Bandas Oriental fora anexada ao Brasil e o transformaram em Províncias Ciplastina e logo a seguir os sublevados proclamaram a independência de suas terras e a colocaram sob a proteção das Províncias Unidas do Rio da Prata.

E em 24 de Setembro de 1825 travou-se o primeiro combate entre as tropas adversarias no Rincão das Galinhas, onde as tropas brasileiras comandadas pelo Coronel Jeronimo Gomes Jardim e José Luiz Mena Barreto foram derrotas pôr Frutuoso Rivera e em 12 de Outubro o Coronel Bento Manuel Ribeiro em violento combate travado em Sarandi foi derrota pelo General Lavalleja.

Em Buenos Aires, o combate de Sarandi foi celebrado como pomposo triunfo e sob o impulso das circunstancias, provocou-se a convocação em 25 de outubro de 1825 do Congresso das Províncias Unidas do Rio da Prata que deliberou a incorporação da Cisplatina à republica, e devido aos fatos o governo imperial considerou essa deliberação como um ato de guerra, pôr isto nada mais restava ao Imperador Dom Pedro I senão aceitar a luta, apesar da opinião contraria da oposição que combatiam sistematicamente o governo imperial, que para isto tomou medidas urgentes, reforçando as forças maritimas de Montevidéu que em 9 de Fevereiro de 1826 conseguiu estrondosa vitória no combate naval de Corales, porem em Fevereiro de 1827 parte desta esquadra caiu em poder dos adversários no combate do Juncal, enquanto isto o Tenente General Felisberto Caldeira Brant travava violentos combates contra as tropas do General Carlos Maria Alvear, e no mês de Março o Brasil perdeu uma força expedicionária que se dirigia a Patagônia, mas em Abril o Almirante Rodrigo Pinto Guedes depois Barão do Rio da Prata obtinha ampla vitoria sobre os platinos em Santiago, e no meios das tergiversações das derrotas, das indecisões e da desmoralização luziam o espirito e o gênio do brioso Capitão Luiz Alves de Lima, que em diversas oportunidades demonstrou a sua constante conduta militar impecável que em alguns episódios excepcionais o puseram em destaque e a Guerra da Cisplatina, que se tornara impopular pelos erros do governo e pelo espirito faccioso de grande número de membros da oposição, terminou pela convenção de 27 de Agosto de 1828 concluída sob a mediação da Inglaterra, quando o Brasil e as Províncias Unidas do Rio da Prata renunciaram à posse da província que disputavam e assistiram a criaçao de um novo país a Republica Oriental do Uruguai, e no dia 2 de Dezembro de 1828 o Capitão Luiz Alves de Lima foi promovido a Major para o Primeiro Regimento de Infantaria da Segunda Linha e ao final da campanha regressou ao Rio de Janeiro e tornou-se Adido ao Batalhão do Imperador, e no mês de Março foi nomeado como Subcomandante da famosa unidade.

O Monumento

Inaugurado em 25 de agosto de 1960, este monumento levou 20 anos para ser totalmente construído. Monumento eqüestre em bronze, fundido em 1950 por Victor Brecheret no Liceu de Artes e Ofícios, esta obra possui 45 metros - correspondente à altura de um prédio de 10 andares, sendo o maior monumento eqüestre do mundo.

Homenagem à Luís Alves de Lima e Silva - o Duque de Caxias, único duque brasileiro, que participou na luta pela Independência e na Guerra da Cisplatina, entre outras batalhas.

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