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Dos prováveis candidatos à presidência da república em 2018. Qual é o de sua preferência?

Bairro do Brás

Os primeiros registros do bairro do Brás remontam ao início dó século 18, quando foi pedida a edificação de uma capela em homenagem ao Senhor Bom Jesus do Matosinho em uma chácara de José Braz (assim mesmo, com "z"). Ao que parece as primeiras referências a esse José Braz constam em atas da Câmara dos Vereadores de 1769, quando se despacharam várias petições em nome do mesmo. Tal chácara ficava na margem de uma estrada que levava à Penha. Em determinado trecho a estrada, que era conhecida como Caminho do José Braz, e hoje passou a ser a Rua do Braz, e hoje leva o nome de Avenida Rangel Pestana.

São Paulo nessa época não tinha mais que 30 Ru

as, e por ser uma cidade extremamente pacata foi escolhida em 11 de agosto 1827, juntamente com Olinda (Pernambuco) para sediar uma Academia de Direito. Nas imediações do Brás existiam várias chácaras onde residiam, famílias ricas da época, entre elas a do engenheiro Carlos Bresser e a chácara do Ferrão, que pertencera à Marquesa de Santos - a preferida do imperador D. Pedro I.

No ano da proclamação da República, a capital contava com 65 mil habitantes. O desenvolvimento do bairro foi lento, até que veio a cultura do café e com elas os imigrantes. Ora, a Hospedaria dos imigrantes ficava (e fica) no Brás. Assim que os imigrantes desembarcavam em Santos eram encaminhados - de trem - até o Brás, de onde partiam para as lavouras, de café no interior do Estado. Mas muitos imigrantes preferiam ficar na capital, o que transformou o bairro num local onde a influência italiana se fez sentir de maneira decisiva. A partir daí as fábricas juntaram-se ao café e trouxeram um .grande desenvolvimento ao bairro. Os italianos começaram a montar suas pequenas fábricas, e o progresso chegou depressa. Basta ver: em 1886 o Brás tinha 6 mil habitantes, e em sete anos esse numero aumentou cinco vezes mais. Claro, a grande maioria era de italianos - o bairro era uma pequena Itália. A partir da década de 40, devido a uma grande seca que atingiu diversos estados do Nordeste ocorreu no bairro uma constante e progressiva entrada de nordestinos, na mesma medida em quê diminuía a presença dos italianos. Com o correr o tempo o Brás foi perdendo a característica italiana, dando lugar ao comércio nordestino - ou seja, alimentos, roupas, músicas.

" o Arnesto nos convidou prum Samba
Ele mora no Braz" - (Adoniran Barbosa)

Fonte: Mil Faces de São Paulo - Levino Ponciano - Editora: Fênix

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