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Laocoonte

Laocoonte

Este conjunto se chama Laocoonte e é uma das obras-primas mais admiradas de toda a Antiguidade. Os personagens fazem parte da semi-lendária guerra de Tróia. Os gregos estavam atacando a cidade e um dia colocaram diante das muralhas um imenso cavalo de madeira e fingiram a retirada. O sacerdote troiano Laocoonte advertiu seus compatriotas de que poderia ser um truque. Não lhe deram atenção e o cavalo foi trazido para dentro. À noite, os soldados gregos saíram do bojo do cavalo e dominaram Tróia de surpresa. Como a deusa Atena estava do lado dos gregos, resolveu se vingar de Laocoonte por ter quase atrapalhado seus planos. Duas serpentes gigantescas saíram do mar e envolveram Laocoonte e seus filhos. A escultura os imagina no momento mais doloroso de sua agonia.

O homem, enlaçado pelas serpentes que o envolvem, luta, contorce-se, curva-se. Mas, os filhos, ainda fracos e inexperientes, sem envergadura para a luta, são facilmente esmagados pelo aperto. Laocoonte consegue afastar o abraço compressor do réptil. A criança deixa-se facilmente asfixiar no círculo cada vez mais apertado da serpente. E o pai sente a impotência em não poder auxiliar aos filhos. E o desespero pinta-se no seu semblante de lutador.

Vale a pena observar com atenção a contração dos músculos, o esforço desesperado dos corpos, a terrível expressão de Laocoonte. Mas como em toda obra-prima não estamos diante de uma representação absolutamente realista. A desproporção de tamanho entre Laocoonte e seus filhos, por exemplo, não corresponde à vida real. E para transmitir a angústia de maneira convincente a estátua é muito movimentada, complexa, intrincada.

O Laocoonte é uma execução. Como regra a arte grega representa sempre o ideal de perfeição e glorifica o ser humano. Laocoonte é um símbolo.

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