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Prédio da Light

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Projetado como sede da Light (empresa de origem canadense antecessora da atual Eletropaulo Metropolitana), o edifício Alexandre Mackenzie, denominação oficial do conjunto, teve seu projeto desenvolvido em duas etapas. A primeira fase ­ aquela cuja face mais extensa volta-se para o viaduto do Chá ­ foi concluída em 1929 e executada pelo Escritório Técnico Ramos de Azevedo. A segunda, voltada para a rua Formosa, de 1941, tem autoria do escritório Severo & Villares (sucessor de Ramos de Azevedo). Nessa etapa, foi projetada uma torre que acabou não sendo construída. Até os anos 70, milhares de funcionários da concessionária de energia elétrica circulavam pelo prédio edifício, que também continha um grande refeitório, uma praça interna e um cinema que exibia filmes de sucesso durante o horário de almoço.

No final do ano de 1999, um dos mais conhecidos prédios do centro de São Paulo, a antiga sede da Light, reabriu depois de passar por reconversão de uso e transformar-se em um moderno shopping center. A reciclagem restaurou aspectos da histórica fachada e deu novo destino a suas áreas internas. Conservou, porém, as proporções e detalhes arquitetônicos compatíveis com o novo uso.

Poucos paulistanos lembram-se do antigo prédio da Light, na esquina da Rua Xavier de Toledo com o Viaduto do Chá, região central da cidade, com os pequenos toldos vermelhos cobrindo sua múltiplas janelas. Elementos que atenuam o aspecto senhorial da construção idealizada, em sua primeira fase, pelo escritório canadense Preston e Curtis, eles foram reconstituídos na conversão recentemente concluída. A recomposição de um elemento histórico, já dissociado da memória coletiva, está ali como a assinalar o novo uso, suavizando as portentosas fachadas.

O mérito do projeto não está só na cuidadosa recuperação das áreas externas, incluindo a recomposição de detalhes originais perdidos ou alterados ao longo dos anos. Seu aspecto mais significativo é demonstrar que o uso ativo e intenso não é incompatível com a preservação de edifícios históricos.

O projeto de Faggin conservou as características gerais do espaço existente e, para suprir o programa de necessidades do shopping, concentrou numa edificação anexa, nova, as áreas de circulação vertical e a infra-estrutura necessária.

Os detalhes arquitetônicos da antiga construção revelam-se no pavimento "rés-do-chão", principal acesso ao shopping. Por exigência dos órgãos de patrimônio, ele não pôde ser fragmentado. Dão idéia da concepção original os lambris de madeira que revestem parte das paredes e que foram recuperados; as belas (e recompostas) clarabóias nos poços de iluminação sobre pisos translúcidos; e os elegantes lustres, que passaram por criteriosa manutenção. Da mesma forma, em todos os pavimentos, houve a restauração das escadas e elevadores do prédio antigo.

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