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Dos prováveis candidatos à presidência da república em 2018. Qual é o de sua preferência?

Michelangelo Buonarroti

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(1475, Caprese-1564, Roma – Itália)

Descendente de uma família da velha aristocrática florentina, foi acolhido pelos Médici, família de mecenas que governava Florença. Ali entrou em contato com obras renascentista e renomados humanistas neo-platônicos da época, fato que influenciou sua arte tanto na forma como na iconografia. Tais idéias marcaram também sua postura inovadora frente a sua profissão.


Platão (428-347 a.C.) já havia escrito sobre a interferência divina na formação dos artistas e poetas, mas foi só no século XVI que a postura de artista enquanto um criador apareceu. Entendeu-se desde ali que a criação partia de uma visão interior (inspiração) e que a obra era o resultado de um impulso incontrolável, uma mistura de fúria e loucura genial. O gênio era possuidor de uma dádiva divina, inata e essencialmente individual, e sua obra transcendia a qualquer tradição, regra e teoria pré-estabelecida. Foi Michelangelo o primeiro a assumir a responsabilidade e a desfrutar da liberdade que envolve esta forma de ser artista.

As obras realizadas até aproximadamente 1530 mostraram forte ligação com o modelo estético renascentista, principalmente pela busca da beleza através da representação idealizada do corpo humano, como podemos ver no Teto da Capela Sistina. Depois dessa década, gradativamente, as mudanças que ocorriam na estrutura da sociedade européia da época repercutiam na obra de Michelangelo.

No século XVI, Roma (por sitiar o Vaticano) passou a ser a cidade de maior efervescência cultural renascentista e de concentração do poder político e econômico. Michelangelo mudou-se para lá, onde desenvolveu seu estilo maduro em uma relação estreita com o Clero. A partir da segunda década deste século, porém, iniciou-se em Roma um período de grande insegurança para a sociedade italiana. O Clero foi abalado pelas idéias da Reforma Protestante, em 1527 as tropas de Carlos V, aliadas aos reformistas, invadiram e destruíram Roma e o Clero começou a reagir com a Contra-Reforma. Mesmo aqueles que não concordavam com as idéias protestantes repensaram a Igreja a partir das críticas que circulavam, foi geral a posição de que era necessária uma reformulação das práticas clericais.

Michelangelo, crente fervoroso, desejou que a Igreja tomasse novos rumos, presenvando suas bases dogmáticas. Tais questões transparecem em sua obra O Juízo Final, em que o Maneirismo já está anunciado na quebra de alguns dos principais dogmas do classicismo renascentista.

Fonte: http://www.casthalia.com.br/a_mansao/artistas/michelangelo.htm

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