Destaques

Delacroix Eugène

Delacroix_Eugne

Eugène Delacroix (1798-1863)

Delacroix, o dândi do romantismo

As primeiras manifestações artísticas vêm do período pré-histórico, em estilo franco-cantábrico. A época carolíngia marca o nascimento de uma escola de iluminadores que se prolongará ao longo de toda a Idade Média, culminando nas ilustrações do livro As Horas Muito Ricas do duque de Berry. Os pintores clássicos do século XVII francês são: Poussin e Lorrain. No século XVIII predomina o rococó, com Watteau, Boucher e Fragonard. Em finais do século começa o classicismo de Jacques-Louis David. O romanticismo está dominado pelas figuras de Géricault e Delacroix. A paisagem realista da Escola de Barbizon tem sua continuação em artistas de um realismo mais testemunhial sobre a realidade social de seu tempo, como Millet e Courbet. Em finais do século XIX Paris, convertida em centro da pintura, vê nascer o impressionismo, precedido pela obra de Édouard Manet. A estes seguem Toulouse-Lautrec, Gauguin e Cézanne. Já no século XX, surgem os fauvistas em torno da Matisse e o cubismo da mão de Georges Braque e do espanhol Pablo Picasso que trabalham em Paris. Outros movimentos artísticos vão se sucedendo, na Paris de entreguerras, decaindo como centro pictórico mundial depois da Segunda Guerra Mundial.

Na França, a escultura evoluiu desde antigo por diversos estilos, se sobresaindo en todos eles: Prehistórico, romano, cristão, românico, gótico, renascentista, barroco e rococó, neoclássico (Frédéric Auguste Bartholdi: Estátua da Liberdade), romantico (Auguste Rodin: O pensador), e os contemporâneos.

Artista famoso pela intensidade de suas cores e por experimentos que o levaram a revolucionar a maneira de trabalhar os tons, Eugène Delacroix é o mais conhecido representante do estilo romântico na pintura. As cenas de paixão, violência e sensualidade, aliadas ao colorido das vestes e paisagens, fizeram a fama desse pintor da nobreza, nascido Ferdinand-Victor Eugène Delacroix a 26 de abril de 1798, no subúrbio parisiense de Saint-Maurice.

Seu pai, um membro do governo que havia votado a favor da execução de Luís 16, em 1793, morreu quando Delacroix tinha sete anos. O então pequeno Eugène vivia em Bordeaux, e alguns meses mais tarde retornaria a Paris com a família. Sua mãe morreu em 1814, restando-lhe viver com a irmã, Henriette. Um ano depois, inscreve-se como aprendiz no estúdio de Pierre-Narcisse Guérin, famoso pintor e professor de sua época. Tinha início uma produção artística que só teria fim com sua morte, 48 anos depois.

Delacroix ingressa na Escola de Belas Artes de Paris, e é ali que conhece Theódore Géricault, um jovem pintor que lhe seria de grande influência por sua dramaticidade e maneira inovadora de usar as cores. Diferentemente dos artistas mais clássicos e acadêmicos, Géricault inspira Delacroix a inovar tanto na composição quanto na escolha de temas mais políticos e atuais para suas telas.

Artista culto e bem-relacionado, Delacroix era também um homem elegante e espirituoso, apesar de demonstrar, por vezes, um temperamento explosivo. Foi amigo do casal Chopin e George Sand, e bastante influenciado pelos trabalhos intensos e dramáticos de Rubens, pelas paisagens do inglês John Constable e pelos poemas de Lord Byron, cujos temas transportou para diversos trabalhos. Sua obra mais famosa, "A Liberdade Guiando o Povo" (1831), foi um sucesso por prestar glórias à democracia e à revolução que, um ano antes, levara Luís Felipe ao poder. A obra foi imediatamente adquirida pelo governo pela quantia de 6.000 francos, bastante alta na época.

A viagem de quase seis meses à Espanha, Marrocos e Argélia, em 1832, seria importantíssima na trajetória do artista, que a partir daí passou a retratar temas e episódios do Oriente Médio. As cores se intensificaram e mostravam-se mais vibrantes. Delacroix passa a realizar trabalhos de grande escala em prédios públicos e igrejas, pintando murais e painéis. O Salão do Rei e a biblioteca do Palácio Bourbon, além da biblioteca do Palácio de Luxemburgo ostentam, até hoje, obras de grandes dimensões realizadas por ele.

Tendo participado diversas vezes do Salão de Paris e premiado com a Grande Medalha de Honra e a comenda da Legião de Honra, foi eleito, ainda, membro da Academia de Belas Artes de Paris. Até um ministério Delacroix assumiu após a revolução de 1830. Tantas honrarias, porém, não impediram que o artista passasse seus últimos anos de vida recluso em seu estúdio em Paris, sem filhos ou muitos amigos. Suas crises de laringite, que lhe afligiram durante grande parte da vida, foram a causa de sua morte, aos 65 anos.

Fonte: Folha Grandes Mestres da Cultura Pintura

Ver Imagens

Conteúdos relacionados:

Rugendas | Almeida Júnior | Benedito Calixto de Jesus | Ismael Néri Lasar Segal | José Pancetti | Cândido Portinari | Anita Malfatti | Heitor dos Prazeres | Mário Zanini |Tarsila do Amaral Flávio de Carvalho | Aldo Bonadei  

Veja mais 

AddThis Social Bookmark Button