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Praça Patriarca

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Aí está uma praça que praticamente não tem história. Isso porque ela não vem nem da Colônia, nem do Império, embora traga o nome de um dos cultos mais eminentes da Campanha da Independência.

Praça do Patriarca porque ao Patriarca José Bonifácio de Andrada e Silva, foi feita a homenagem.

Mas a praça bonita que aí está na ponta do Viaduto do Chá, essa praça que dá vasão à galeria que desemboca no Anhangabaú, que hoje é tão movimentada e parece realmente tão necessária pois é a encruzilhada de seis ruas, muitas delas velhos atalhos antigos de tradição, essa praça tem apenas algumas décadas de vida. É recente.

Sua abertura partiu já do novo São Paulo, de 40 a 50 anos para cá, quando ali nos Quatro Cantos (e era assim que se chamava a ponta da rua Direita), urgia abrir passagem mais ampla para a Líbero Badaró e para o viaduto que, subindo para o vale ia direto à rua Barão de Itapetininga.

Nas histórias das ruas e praças, portanto, a Praça do Patriarca é criança. Não teve nome diferente, não foi viela, nem rua, nem beco, nem existiu por acidente, mas de propósito.

De fato, a Praça do Patriarca foi aberta por necessidade de ampliar-se o espaço para o trânsito naquele local em que a confluência das ruas pequenas provocavam sempre aglomeração.

Derrubou-se, então, para abrí-la. Um quarteirão limitado pelas ruas São Bento, Direita, Líbero Badaró e Quitanda.

Patriarca, porque honra e recorda a figura do Patriarca da Independência, que não é o mesmo da rua José Bonifácio, o Moço. Esse é o Andrada e Silva, que nasceu em 1873, num dos dias de Santo Antônio, em Santos.

Sua formação cultural foi feita em Coimbra, na célebre Universidade Portuguesa. Fez excursões científicas pela Europa toda, descobrindo espécies minerais, e acabou pertencendo, pelos seus dotes de cultura e inteligência, à Real Academia de Ciências de Lisboa.

Quando regressou ao Brasil é que o pacato cientista e filósofo resolveu meter-se na política. E grangeando desde logo a amizade do Príncipe D. Pedro, foi ele quem chefiou o Ministério constituído logo após o Grito do Ipiranga.

Aí acabou brigando com Gonçalves Ledo, que chefiava o Partido Popular, por causa da exigência que este fazia em convocar uma Constituinte Brasileira. E não parou aí a sua forma agressiva de manter suas idéias. Começou a vigiar todo mundo e até o Padre Feijó foi por ele perseguido e considerado extremista.

Mas o Partido Popular conseguiu que a Constituinte fosse convocada, o que fez com que José de Bonifácio passasse para a oposição. Mas não tardou em ser ele próprio atingido pelo poder de então e acabou sendo deportado para a França.

Mas o prestígio de José Bonifácio não permitiu que com essa deportação fosse encerrada a sua carreira. Por isso, regressando do exílio, caiu desde logo na simpatia de D. Pedro I, que o nomeou tutor de seus filhos menores.

Na posse dasituação, o trêfego político retomou a sua briga com Feijó, que sendo na ocasião o Ministro da Justiça, não o poupou. Preso e processado, José Bonifácio foi demitido do cargo, mas conseguiu a sua absolvição posteriormente.

Após algum tempo mais, cansado e aborrecido, veio a falecer em Niterói, sendo-lhe então atribuído, como recompensa de seu real valor, o título de Patriarca da Independência.

Fonte: São Paulo de Antigamente - Manoel Vitor - Grafisyl Editora Gráfica Ltda

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