Destaques

Simbolismo

Notas e informações:

Nos slides seguintes, nosso curso de introdução a História da Arte apresenta uma seleção de textos e imagens que irão complementar e ilustrar as aulas ministrada pela arte educadora Elaine Gomes.

Os textos extraídos de sites e portais da internet visam permitir aos interessados acesso on-line a informações e imagens que irão auxiliar na compreensão das nossas palestras e a assimilação deste fascinante conteúdo que encontramos na História da Arte. As imagens cuja observação e contemplação são fundamentais para o conhecimento e o prazer que uma obra de arte proporciona ocuparão ao lado dos textos  e das aulas um relevante espaço em nosso curso.

“Aprender a ver é a mais longa aprendizagem de todas as artes.” (Goncourt). Na seqüência dos textos e das imagens apresentamos um questionário que  servirá para a avaliação do conhecimento  adquirido, e nos capítulos finais um link para uma teste permitira aos aprovados receber o certificado de conclusão do curso.

Na ultima página informações bibliográficas, cinematográficas e links de sites e portais sobre a história da arte.

O simbolismo foi uma característica da pintura   européia nas últimas décadas do Século 19 (em especial entre 1880 e 1890), bastante presente, apesar de não ter sido realmente organizado como um movimento.

Possui estreita ligação com o movimento poético simbolista. Rejeitava as formas naturalistas e realistas e principalmente o conceito, bastante comum na época, de que a arte só poderia ser realizada através de imagens não abstratas que representassem com fidelidade o mundo real.

O poeta Jean Moréas (1856-1910) foi um dos primeiros a rejeitar tais idéias artísticas em seu Manifesto Simbolista publicado em 1886, defendendo a aproximação da idéia numa forma sensível.

MORÉAS (Ioannes PAPADIAMANTOPOULOS, dito Jean), poeta francês (Atenas, 1856 - Paris, 1910). A princípio simbolista (Cantilenas, 1886), fundou a escola romana e dedicou-se a uma arte clássica (Estâncias).

O simbolismo nas artes plásticas, tal como na poesia, apresentava forte misticismo e referências ao oculto. Procurava diminuir o hiato entre o mundo material e o espiritual. Os pintores deveriam expressar, através de imagens, esses temas e essa visão de mundo, desenvolvidas pelos poetas simbolistas em sua linguagem.

Para esse fim, utilizavam-se principalmente de cores e linhas, entendidos como elementos extremamente expressivos que por si só poderiam representar idéias. Confiavam mais na simples sugestão de algo que na sua forma explícita.

A inspiração temática simbolista costumava vir de poesias do movimento, além de uma certa fixação em assuntos como a morte, a doença, o erotismo e até a perversidade.

Há inúmeros artistas de estilos diferentes considerados simbolistas, por apresentarem traços do movimento em suas Exemplos podem ser dados por nomes como Moreau, com a riqueza de suas pinturas exóticas, Puvis de Chavannes e a melancolia em seus quadros, Gauguin e suas imagens agradáveis. Até Munch é considerado, sob certos aspectos, um Os simbolistas receberam sérias críticas de vanguardistas modernistas, em especial de Cézanne, pela forte presença do GUSTAV KLIMT

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Oriundo do impressionismo, Paul Gauguin deixa-se influenciar pelas pinturas japonesas que aparecem na Europa, provocando verdadeiro choque cultural - e este artista abandona as técnicas ainda vigentes nas telas do movimento onde se iniciou, como a perspectiva, pintando apenas em formas bidimensionais. A temática alegórica passa a dominar, a partir de 1890. Ao artista não bastava pintar a realidade, mas demonstrar na tela a essência sentimental dos personagens - e em Gauguin isto levou a uma busca tal pelo primitivismo que o próprio artista abandonou a França, indo morar com os nativos da Polinésia francesa.

Em França outros artistas, como Gustave Moreau, Odilon Redon, Maurice Denis, Paul Sérusier e Aristide Maillol, aderem à nova estética. Na Áustria, usando de motivos eminentemente europeus do estilo rococó, Gustav Klimt é outro que, assim como Gauguin, torna-se conhecido e apreciado. O norueguês Edvard Munch, autor do célebre quadro "O grito", alia-se primeiro ao simbolismo, antes de tornar-se um dos expoentes do expressionismo.

No Brasil, o movimento simbolista influenciou a obra de pintores como Eliseu Visconti e Rodolfo Amoedo. A tela "Recompensa de São Sebastião", de Eliseu Visconti, medalha de ouro na Exposição Universal de Saint Louis, em 1904, é um exemplo da influência simbolista nas artes plásticas do Brasil. Já na literatura, o simbolismo tem início no Brasil em 1893 com a publicação de dois livros: Missal (prosa) e Broquéis (poesia), ambos de Cruz e Sousa. Estende-se até o ano de 1922, data da Semana da Arte Moderna.

O início do simbolismo não pode, no entanto, ser identificado com o termino da escola antecedente, Realismo. Na realidade, no final do seculo XIX e início do século XX três tendências caminhavam paralelas: O Realismo e suas manifestações (romance realista, romance naturalista e poesia parnasiana); O simbolismo, situado à margem da literatura acadêmica época; e o pré-Modernismo, com o aparecimento de alguns autores preocupado em denunciar a realidade brasileira, como Euclides da Cunha, Lima Barreto e Monteiro Lobato, entre outros.

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simbolismo5Gustave Moreau Características gerais da obra simbolista

Subjetividade;

Espiritualismo;  

temas mórbidos: a busca do vago, do indefinido, a morte, a loucura, o sonho, o terrível, o real, o irreal, etc.;  Sugerir o referente ao invés de descrevê-lo minuciosamente (sugerir é sinônimo de encobrir, mascarar)  

Para sugerir o referente, o simbolista utiliza-se de símbolos (Figuras)  e de uma  linguagem plena de ELEMENTOS SENSORIAIS  (predominância das sinestesias) que provoquem no leitor sensações diversas. Tais símbolos é que mascaram o verdadeiro referente, a verdadeira mensagem (conteúdo manifesto/ conteúdo latente)

Ambigüidade;  

Culto à brancura;  

Musicalidade: as FIGURAS DE HARMONIA (predomínio das aliterações), as rimas, o ritmo, etc., dão intensa musicalidade à obra simbolista.

Referências

Na Internet:  

  • www.wikipedia.com.br
  • www.suapesquisa.com
  • www.historianet.com.br  
  • apontamentosdearte.blogspot.com

Nos Livros:

  • PROENÇA, GRAÇA:  História da Arte, Editora Ática 1989
  • PRETTE, MARIA CARLA: Para Entender a Arte, Editora Globo 2009
  • ARGAN ,GIULIO CARLO: Arte Moderna, Companhia das Letras 2008
  • Enciclopédia DigitalMaster.
  •  Enciclopédia Koogan-Houaiss


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