Destaques

Neoclassicismo

Notas e informações:

Nos slides seguintes, nosso curso de introdução a História da Arte apresenta uma seleção de textos e imagens que irão complementar e ilustrar as aulas ministrada pela arte educadora Elaine Gomes.

Os textos extraídos de sites e portais da internet visam permitir aos interessados acesso on-line a informações e imagens que irão auxiliar na compreensão das nossas palestras e a assimilação deste fascinante conteúdo que encontramos na História da Arte. As imagens cuja observação e contemplação são fundamentais para o conhecimento e o prazer que uma obra de arte proporciona ocuparão ao lado dos textos e das aulas um relevante espaço em nosso curso.

“Aprender a ver é a mais longa aprendizagem de todas as artes.” (Goncourt). Na seqüência dos textos e das imagens apresentamos um questionário que servirá para a avaliação do conhecimento adquirido, e nos capítulos finais um link para uma teste permitira aos aprovados receber o certificado de conclusão do curso.

Na ultima página informações bibliográficas, cinematográficas e links de sites e portais sobre a história da arte.

A pintura do neoclassicismo desenvolve-se durante o final do século XVIII a partir de França, como reação aos excessos do barroco e do rococó, no contexto cultural do Iluminismo e da influência da Antiguidade Clássica, impulsionada pelas escavações das cidades da Roma Antiga, Pompeia e Herculano.

As alterações políticas da época, nomeadamente o término do absolutismo e a chegada da Revolução Francesa, levam a uma necessidade geral de ruptura com o passado próximo e com a sua estética associada, o barroco. Também a nova prioridade dada ao racionalismo e ao novo modo de percepção do mundo, que emerge com o Iluminismo, abala a fé religiosa e relega para segundo plano as temáticas artísticas relacionadas com o espiritual. Desaparecem quase por completo as cenas religiosas para dar lugar ao gosto pelo historicismo (principalmente da Roma Antiga), temas do quotidiano e ainda mitológicos.

Características do neoclassicismo

As principais características do neoclassicismo são:Academicismo: nos temas e técnicas, isto é, sujeição aos modelos e regras ensinadas nas escolas ou academias;

Harmonia do colorido nas pinturas e exatidão de contornos;Restauração da arte greco-romana; Arte entendida como imitação da natureza, num verdadeiro culto à teoria de Aristóteles.

neoclassicismo

A pintura neoclássica de Louis David dominou o panorama artístico francês durante quase meio século, fazendo com que ele, acima das contingências políticas, fosse o pintor oficial da revolução francesa e, depois, do regime de Napoleão Bonaparte.

O Juramento dos Horácios, por Jacques-Louis David, 1784, óleo sobre tela, 330 × 425 cm, Louvre, Paris.

Nesta obra de temática inspirada na história da Roma Antiga, os valores estéticos da Antiguidade servem de veículo condutor a uma mensagem atual: cidadãos (homens livres), agarram em armas, ou seja, tomam nas suas mãos o poder sobre o futuro da nação. A obra fez furor no Salão de Paris em 1784.

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Dominique Ingres (francês, 1780-1867): Formado na oficina de David, permaneceu fiel aos postulados neoclássicos do seu mestre ao longo de toda a vida. Passou muitos anos em Roma, onde assimilou aspectos formais de Rafael e do maneirismo. Ingres sobreviveu largamente à época de predomínio do seu estilo, dado que morreu em 1867.

neo1Washington Allston

Considerado o primeiro pintor de paisagens americano, introduziu nos Estados Unidos o movimento artístico denominado romantismo. Nasceu em Georgetown Country, na Carolina do sul em 1779. Aos 21 anos e já estando graduado pela Universidade de Harvard,vendeu seu patrimônio para estudar pintura em Londres. Atitude no mínimo corajosa. Na Academia Real, estudou sob a orientação de Benjamim West. Viajou pela Europa e em sua permanência na Itália ficou conhecido como "Ticiano americano" devido as suas composições cromáticas. Com freqüência viajou de um continente para outro. Em uma dessas viagens a Europa, Allston levou um de seus alunos,Samuel F. B. Morse, que mais tarde inventou o telégrafo e o código Morse.

neo2Principais pintores

Gérard Chasseriau, Cabanel Henner e Bouguereau (França) Alma-Tadema (Grã-Bretanha); Allston (Estados Unidos). Destacam-se também: Tiepolo; Canaletto; Guardi (Itália); os artistas rococó Jean Honoré Fragonard; Antoine Watteau e Jean Baptiste Siméon Chardin; além de Boulle e Jean Baptiste Greuze (França); Hogarth Reynolds e Gainsborough (Inglaterra); Benjamin West (A Morte do General, 1770); John Singleton Copley (Watson e o Tubarão, 1782) (Estados Unidos). 

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Neoclassicismo no Brasil

Em 1816, desembarca no Brasil a Missão Artística Francesa, contratada para fundar e dirigir no Rio de Janeiro uma Escola de Artes e Ofícios. Nela está, entre outros, o pintor Jean-Baptiste Debret, que retrata com charme e humor costumes e personagens da época. Em 1826 é fundada a Academia Imperial de Belas-Artes, futura Academia Nacional, que adota o gosto neoclássico europeu e atrai outros pintores estrangeiros de porte, como Auguste Marie Taunay e Johann Moritz Rugendas. Pintores brasileiros desse período são Manuel de Araújo Porto-Alegre e Rafael Mendes Carvalho, entre outros.

No país, a tendência torna-se visível na arquitetura. Seu expoente é Grandjean de Montigny (1776-1850), que chega com a Missão Francesa. Suas obras, como a sede da reitoria da Pontifícia Universidade Católica no Rio de Janeiro, adaptam a estética neoclássica ao clima tropical. Mesmo que sua fundamentação fosse de uma sociedade agrário-escravocrata e com um comércio relativamente atrasado, tendo um governo monárquico.

Na pintura, a influência neoclássica está submetida ao romantismo. A composição e o desenho seguem os padrões de sobriedade e equilíbrio, mas o colorido reflete a dramaticidade romântica. Um exemplo é Flagelação de Cristo, de Vítor Meirelles (1832-1903).

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Movimento cultural do fim do século XVIII, o Neoclassicismo está identificado com a retomada da cultura clássica por parte da Europa Ocidental em reação ao estilo Barroco. No entanto, o Neoclassicismo propõe a discussão dos valores clássicos, em contraposição ao Classicismo renascentista, que apenas replicava os princípios antigos sem críticas aprofundadas. A concepção de um ideal de beleza eterno e imutável não se sustenta mais. Para os neoclassicistas, os princípios da era clássica deveriam ser adaptados à realidade moderna.

Referências

Na Internet:

Nos Livros:

  • PROENÇA, GRAÇA:  História da Arte, Editora Ática 1989
  • PRETTE, MARIA CARLA: Para Entender a Arte, Editora Globo 2009
  • ARGAN ,GIULIO CARLO: Arte Moderna, Companhia das Letras 2008
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