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Clovis Graciano

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Muda-se para São Paulo, em 1934, onde freqüenta o ateliê de Waldemar da Costa e cursa desenho na Escola Paulista de Belas-Artes. Em 1937, instala-se no Palacete Santa Helena e integra a Família Artística Paulista e o Sindicato dos Artistas Plásticos. Sua primeira individual é realizada em 1941 em São Paulo. Em 1949, com o prêmio do Salão Nacional de Belas-Artes, viaja para Paris, onde estuda pintura mural e gravura.

A partir dos anos 50, passa a dedicar-se à pintura mural. Dedica-se também à ilustração de obras literárias, à cenografia e assume alguns cargos públicos, como a direção da Pinacoteca do Estado de São Paulo e a função de adido cultural em Paris. Entre as exposições de que participa destacam-se A Família Artística Paulista - Trinta Anos Depois, no Auditório Itália, São Paulo, 1967; Semana de 22 - Antecedentes e Conseqüências, no Masp, São Paulo, 1972; Bienal de São Paulo, 1985; O Grupo Santa Helena, no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 1996.

"Sem segundas intenções, o que eu quero significar é que os quadros de Clóvis Graciano são quase sempre muito simples na intencionalidade da expressão estética. Não são obras antológicas dos processos técnicos que o artista vai resolvendo em sua transformação gradativa. Mas, se a cada passo, o pintor prescinde de qualidades adquiridas ou problemas já solucionados, isso não quer dizer também que ele os abandone, na infidelidade duma concepção nova da arte e da vida.

Ele apenas prescinde de certos problemas e processos de expressão bela porque, menos questão de fase em geral que da realidade imediata do quadro a realizar, ele reconhece que são, no momento, apenas dós-de-peito virtuosísticos, prejudiciais ao quadro em criação. (...). É certo que a pintura de São Paulo, com alguma rara exceção, se caracteriza em geral pela recusa ao virtuosismo, porém dentro dela Clóvis Graciano se apresenta como o antivirtuose por excelência. Não que ele desdenhe os elementos, quaisquer elementos, pelos quais a arte é belas-artes, transfere tudo por intermédio da beleza e se firma em seu conceito de manifestação intuitiva do conhecimento.

Mas em Clóvis Graciano os elementos da habilidade virtuosística não só não se acumulam, como resistem a qualquer deslocamento. Ela brilha onde pode brilhar, deforma quando e quanto deve deformar, e se recata quando precisa se recatar. Porque o recato, tanto das cores como dos sons ou das palavras, muitas vezes é uma virtuosidade também, quando não é um embuste.

(...) Si Clóvis Graciano dé todo o brilho das cores e toda a lucilação dos tons a uma leve flor (de papel), no desenho colorido da monotonia, ele não é o virtuose falso que esquece a obra-de-arte, mas o artista legítimo que sabe se esquecer a si mesmo. E é nesta aceitação, sempre modesta, que escolhe a imodéstia adúltera da monotipia para deixá-la brilhar, a força confessional do desenho para revelar os homens, o quadro de gênero pra combater, a paisagem pro recato grave da pintura estrita, que Clóvis Graciano é um perfeito antivirtuosista. A sua lição é inteligentíssima." - Mário de Andrade

Fonte: Itaú Cultural

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