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Bairro do Ibirapuera

No final do século 19, parte do Parque do Ibirapuera servia de pasto às boiadas que vinham ao matadouro da Vila Clementino. A outra área era um grande charco. Ele era cortado pelo córrego do Sapateiro que formava, nas partes baixas, pequenas lagoas. Até as primeiras décadas do século 20 o Ibirapuera permaneceu nessa calma - quase interiorana.

No final dos anos 30 ainda era possível alugar cavalos para passeios pela região, e sob seus bosques de eucaliptos os paulistanos faziam seus convescotes.

Ao redor do Parque foram feitos arruamentos e um pequeno bairro nascia - e foi crescendo com a tranqüilidade do parque.

Hoje, mesmo os que moram em bairros vizinhos, usam o Ibirapuera como ponto de referência: "moro em tal Rua, no Ibirapuera". É chique morar perto do parque mais importante da cidade, Afinal, é nele que os paulistanos de todas as classes sociais se encontram em paz e harmonia.

Em 1930 entrou em funcionamento o viveiro Manequinho Lopes (nome do seu criador), que é um dos únicos símbolos que ficou do antigo Ibirapuera. Manequinho Lopes, um profundo conhecedor de plantas, mandou semear uma grande quantidade de eucaliptos para sugar o charco. Hoje, o viveiro é a principal sementeira, cultura e estufa dá cidade para a qual reparte, junto aos seus parques, jardins e canteiros, as mudas lá desenvolvidas - atualmente, ele distribui em torno de 500 mil por ano.

No momento, o parque tem uma área de 1,6 milhão de metros quadrados e foi criado para a comemoração do IV Centenário da capital, em 1954. O arquiteto Oscar Niemeyer fez o projeto de sua planta e dos diversos pavilhões, enquanto Burle Marx foi o encarregado do paisagismo e dos lagos.

Na entrada do parque temos o monumento às Bandeiras, inaugurado um ano antes dos festejos do IV Centenário. O autor, o escultor Victor Brecheret, trabalhou na obra durante 30 anos e ela é mesmo um dos cartões postais da capital. O mais alto monumento do parque é o Obelisco de 32, com 72 metros de altura. Em sua base fica a cripta com capela e túmulo de soldados que participaram da Revolução de 1932, entre eles o poeta Guilherme de Almeida.

No Ibirapuera ternos a Assembléia Legislativa, os Museus de Arte Moderna, do Folclore e da Aeronáutica -, o Pavilhão da Bienal e o planetário.

Fonte: Mil Faces de São Paulo - Leviano Poncino - Editora: Fênix

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